A partir de 26 maio de 2026, as empresas passarão a ser obrigadas a monitorar os riscos à saúde mental de seus trabalhadores, devendo observar as diretrizes estabelecidas nas novas diretrizes da NR-1, sob pena de sanções administrativas e legais.
A atualização da NR-1 amplia o conceito de risco ocupacional e passam a integrar o PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos também os riscos psicossociais no trabalho, como estresse, sobrecarga de trabalho, assédio e fatores organizacionais.
As relações de trabalho atravessam um cenário de crescente adoecimento psicológico.
Burnout, ansiedade e depressão tornaram-se fenômenos recorrentes nas organizações e, diante desse contexto, a NR-1 passará a exigir que as empresas passem a monitorar ativamente as questões psicossociais da mesma forma como já são monitoradas os riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes existentes no ambiente de trabalho.
Estudos da OMS indicam que problemas de saúde mental geram a perda de 12 bilhões de dias úteis por ano, impactando produtividade, rotatividade e resultados1.
Conclusão:
A atualização da NR-1 insere definitivamente os riscos psicossociais na gestão obrigatória de riscos ocupacionais e, a partir de 2026, a ausência de mapeamento e prevenção poderá gerar autuações e responsabilização trabalhista.
Adequação ao PGR e revisão das práticas internas passam a ser medidas de conformidade legal indispensáveis a todas as empresas. Não se trata apenas de cumprir uma nova exigência. Trata-se de enfrentar um problema que já impacta o mercado de trabalho e a produtividade.
- https://exame.com/carreira/nova-nr-1-entra-em-vigor-em-2026-o-que-muda-e-como-as-empresas-devem-se-preparar/ ↩︎





